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Histeroscopia diagnóstica sob sedação

A histeroscopia permite ver o interior do útero com uma câmera fina, sem cortes, e esclarecer sangramentos, alterações no ultrassom e dificuldades para engravidar. Com sedação, o exame é feito com mais conforto e tranquilidade. Entenda como funciona, o preparo e a recuperação.

Atualizado em outubro de 2026 · Leitura de aproximadamente 7 minutos

Resposta rápida

A histeroscopia diagnóstica é um exame em que um aparelho fino com câmera, o histeroscópio, é introduzido pela vagina e pelo colo do útero para examinar por dentro a cavidade uterina e o endométrio. Não há cortes. O exame costuma durar de 10 a 20 minutos.

Ela é indicada para investigar sangramento uterino anormal, endométrio espessado, suspeita de pólipos, miomas submucosos, aderências ou malformações e na investigação de infertilidade. Feita sob sedação, com acompanhamento de anestesista, a paciente fica relaxada e sem dor durante o procedimento e volta para casa no mesmo dia.

O que é a histeroscopia diagnóstica?

A histeroscopia é o exame que permite olhar diretamente dentro do útero. O histeroscópio, um tubo fino com câmera e iluminação, é introduzido pela vagina e pelo colo do útero. Para que as paredes do útero possam ser vistas, a cavidade é distendida com soro fisiológico. As imagens aparecem em um monitor e podem ser gravadas.

Enquanto o ultrassom mostra o útero "de fora", a histeroscopia mostra a cavidade "por dentro", com muito mais detalhe. Ela é considerada o padrão-ouro para avaliar alterações dentro do útero e permite, quando necessário, colher uma biópsia do endométrio sob visão direta.

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Diagnóstica

Avalia a cavidade do útero, o canal do colo e o endométrio. Pode incluir biópsia dirigida.

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Cirúrgica

Trata as alterações encontradas, como retirada de pólipos, miomas submucosos, septos e aderências.

Em alguns casos, pequenas alterações podem ser tratadas já durante a histeroscopia diagnóstica. Lesões maiores costumam ser tratadas em um segundo momento, na histeroscopia cirúrgica.

Quando a histeroscopia diagnóstica é indicada?

  • Sangramento uterino anormal: menstruação muito intensa, sangramento entre as menstruações ou fora do padrão. Veja mais sobre irregularidades menstruais;
  • Sangramento após a menopausa e endométrio espessado no ultrassom;
  • Suspeita de pólipos endometriais ou de miomas submucosos;
  • Investigação de infertilidade, falhas de implantação na fertilização in vitro e abortos de repetição;
  • Suspeita de malformações do útero, como o septo uterino;
  • Aderências dentro do útero (sinéquias), que podem surgir após curetagens e infecções;
  • Restos de gestação após aborto ou parto;
  • DIU deslocado ou de fio não visível;
  • Avaliação de istmocele, um defeito na cicatriz da cesárea que pode causar sangramento e dificultar a gravidez.

Por que fazer a histeroscopia sob sedação?

A histeroscopia diagnóstica pode ser feita no consultório sem anestesia, e muitas mulheres a toleram bem. Mas o desconforto varia muito de pessoa para pessoa. A sedação costuma ser indicada ou preferida quando:

  • A paciente tem ansiedade, medo do exame ou teve uma experiência dolorosa anterior;
  • O colo do útero é mais estreito, como em mulheres que nunca tiveram parto normal ou após a menopausa;
  • Há grande chance de ser necessário biópsia ou pequenos procedimentos no mesmo momento;
  • É preciso um exame mais demorado ou detalhado, como na investigação de infertilidade.

Na sedação, o anestesista aplica medicamentos pela veia que deixam a paciente relaxada e sonolenta, sem dor, enquanto respira sozinha. A recuperação da sedação é rápida, e a alta acontece no mesmo dia.

Como é o preparo para a histeroscopia com sedação?

  1. Melhor época: o exame costuma ser agendado na primeira fase do ciclo, logo após o fim da menstruação, quando o endométrio está mais fino e a visão é melhor. Mulheres na menopausa ou em uso de alguns hormônios podem fazer em qualquer época;
  2. Descartar gravidez: pode ser solicitado teste de gravidez antes do exame;
  3. Jejum: necessário por causa da sedação, conforme a orientação recebida, geralmente de 8 horas;
  4. Medicamentos: informe o uso de anticoagulantes, antiagregantes, remédios para diabetes e outros de uso contínuo, além de alergias;
  5. Acompanhante: é obrigatório ter um acompanhante adulto para voltar para casa. Não é permitido dirigir no dia do exame;
  6. Preparo do colo: em alguns casos, o médico pode prescrever medicamento para amolecer o colo do útero antes do exame.

Como a histeroscopia diagnóstica é feita?

A paciente fica deitada em posição ginecológica e recebe a sedação. O médico introduz o histeroscópio pela vagina e pelo colo do útero, distende a cavidade com soro fisiológico e examina o canal do colo, as paredes do útero, o endométrio e a entrada das trompas. Se necessário, colhe uma biópsia dirigida ou trata pequenas alterações.

O exame em si leva em média de 10 a 20 minutos. Depois, a paciente fica em observação até se recuperar da sedação e recebe alta no mesmo dia.

Como é a recuperação depois da histeroscopia?

  • Cólicas leves nas primeiras horas, que costumam melhorar com analgésicos simples;
  • Pequeno sangramento ou corrimento rosado por alguns dias;
  • Sonolência no restante do dia por causa da sedação. O ideal é descansar e evitar decisões importantes e atividades que exijam atenção;
  • Retorno às atividades habituais geralmente no dia seguinte;
  • Evitar relações sexuais, absorvente interno e banho de banheira ou piscina por alguns dias, conforme a orientação médica.

Procure atendimento se tiver febre, dor forte que não melhora com analgésicos, sangramento intenso ou corrimento com mau cheiro após o exame.

A histeroscopia tem riscos? Quem não pode fazer?

A histeroscopia diagnóstica é um exame seguro, e as complicações são raras. Entre elas estão a perfuração do útero, sangramento, infecção e reações à sedação, que são avaliadas e controladas pela equipe.

O exame geralmente não deve ser feito ou deve ser adiado em caso de:

  • Gravidez em curso;
  • Infecção genital ou pélvica ativa, que deve ser tratada antes;
  • Sangramento intenso no momento do exame, que prejudica a visão;
  • Algumas situações específicas, como câncer de colo do útero já diagnosticado, avaliadas caso a caso.

Como recebo o resultado e quais são os próximos passos?

O médico costuma explicar os principais achados logo após o exame, e o laudo com as imagens é entregue em seguida. Quando é feita biópsia, o resultado do exame anatomopatológico sai em alguns dias ou semanas.

Com o diagnóstico em mãos, o tratamento é planejado. Pólipos, miomas submucosos, septos e aderências podem ser tratados por histeroscopia cirúrgica, sem cortes na barriga. Para quem está tentando engravidar, os achados ajudam a definir o melhor caminho; conheça a investigação da infertilidade e a fertilização in vitro.

Histeroscopia diagnóstica com a Clínica Kleine

Há mais de 35 anos, a Clínica Kleine atua em ginecologia e reprodução humana. A histeroscopia é uma ferramenta importante tanto para esclarecer sangramentos e alterações do endométrio quanto para preparar o útero para a gravidez, e o resultado é discutido com você em consulta, com explicações claras sobre cada passo.

  • Responsável técnico: Dr. Benedito N. Kleine, ginecologista e obstetra formado e especializado em reprodução humana pela Universidade de São Paulo (USP), CRM-SP 41789, RQE 48800;
  • Indicação do exame e discussão do resultado em consulta na clínica, em Mogi das Cruzes;
  • Exames de histeroscopia diagnóstica realizados em São Paulo, em atendimento particular (não atendemos convênios para este exame);
  • Integração com a reprodução assistida para quem está investigando infertilidade.

Saiba mais sobre a área de Ginecologia e Obstetrícia e conheça a clínica.

Perguntas frequentes sobre histeroscopia diagnóstica

Histeroscopia dói?

Sem anestesia, a maioria das mulheres sente apenas cólicas leves a moderadas, mas o desconforto varia. Sob sedação, a paciente fica relaxada e não sente dor durante o exame. Depois, podem ocorrer cólicas leves, que melhoram com analgésicos simples.

Quanto tempo dura a histeroscopia diagnóstica?

O exame em si dura em média de 10 a 20 minutos. Com a sedação, é preciso contar também o tempo de preparo e de recuperação, e a paciente costuma ficar algumas horas no local antes de receber alta no mesmo dia.

Qual o melhor dia do ciclo para fazer histeroscopia?

Em geral, logo após o fim da menstruação, na primeira fase do ciclo, quando o endométrio está mais fino e a visão é melhor. Mulheres na menopausa podem fazer o exame em qualquer época. O médico orienta a data ideal para cada caso.

Precisa de jejum para histeroscopia com sedação?

Sim. Por causa da sedação, é necessário jejum, geralmente de 8 horas, conforme a orientação recebida. Também é obrigatório ter um acompanhante adulto e não dirigir no dia do exame.

Qual a diferença entre histeroscopia diagnóstica e cirúrgica?

A diagnóstica examina o interior do útero e pode incluir biópsia ou pequenos procedimentos. A cirúrgica trata alterações maiores, como pólipos, miomas submucosos, septos e aderências, com instrumentos específicos, também sem cortes na barriga.

A histeroscopia ajuda a engravidar?

A histeroscopia diagnóstica identifica alterações dentro do útero que podem dificultar a gravidez, como pólipos, miomas submucosos, septos e aderências. Quando essas alterações são tratadas, as condições para a gravidez podem melhorar. O exame faz parte da investigação de infertilidade em casos selecionados.

Posso trabalhar no dia seguinte à histeroscopia?

Na maioria dos casos, sim. No dia do exame, por causa da sedação, o ideal é descansar. No dia seguinte, a maioria das mulheres retoma as atividades habituais, evitando relações sexuais e absorvente interno por alguns dias, conforme orientação.

Histeroscopia substitui o ultrassom?

Não. Os exames se complementam. O ultrassom transvaginal costuma ser o primeiro exame e avalia o útero e os ovários por fora. A histeroscopia é indicada quando é preciso ver a cavidade do útero por dentro com mais detalhe ou colher biópsia.

Dr. Benedito N. Kleine, ginecologista e obstetra

Clínica Kleine · Ginecologia, Obstetrícia e Reprodução Humana<!–- [et_pb_br_holder] -–>Responsável técnico: Dr. Benedito N. Kleine · CRM-SP 41789 · RQE 48800. Conteúdo atualizado em outubro de 2026.

Referências
  1. Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG). Best Practice in Outpatient Hysteroscopy. Green-top Guideline nº 59, 2024.
  2. American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG). The Use of Hysteroscopy for the Diagnosis and Treatment of Intrauterine Pathology. Committee Opinion nº 800. Obstet Gynecol. 2020;135(3):e138-e148.
  3. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Protocolos sobre histeroscopia.

Conteúdo informativo, não substitui consulta médica. As informações desta página têm caráter educacional e não devem ser usadas para autodiagnóstico ou automedicação. Cada caso deve ser avaliado individualmente por um médico, conforme recomendação do Conselho Federal de Medicina.

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